terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Fórum 02

LIBÂNEO, J.C. Escola Pública Brasileira, um sonho frustrado: falharam as escolas ou as políticas educacionais?


Olá! Em continuação das atividades neste fórum estaremos estudando o texto de Libâneo indicado na última aula da disciplina Didática Geral. No texto o autor discute as implicações das políticas educacionais na escola pública brasileira, chamando a atenção sobre os distanciamentos entre as políticas educacionais, a legislação educacional e o que acontece na realidade da escola. Comente esses aspectos.

20 comentários:

  1. O distanciamento entre as políticas educacionais, a legislação educacional e a realidade escolar acontece por um desinteresse porque tais políticas e planos educacionais, além das análises políticas adquirem somente sentido se tiverem a serviço da viabilização das práticas educacionais (Libâneo, 2011). As políticas educacionais aparecem como formas de intervir na educação com estratégias para sua melhoria, enquanto a legislação educacional defende as leis aprovadas (nesse caso, a LDB).
    Porém, o que vemos na realidade das escolas não condiz com o que é defendido ou dito. As verbas existem, os planejamentos também, mas é necessário uma melhor conscientização e a extinção da corrupção para que todo o investimento seja voltado para as escolas que, em sua maioria, encontram-se precárias físicamente, além dos professores mal formados, salários baixos e alunos desmotivados.
    Esses três temas citados anteriormente necessitam estar presentes na realidade educacional em um verdadeiro funcionamento com o objetivo da educação se desenvolver e transformar boa parte dessa situação.

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    1. Entendemos pelo estudo do texto de Libâneo que as mudanças para que alcancemos uma educação de qualidade para todos depende muito do olhar dessas políticas para a qualidade interna das aprendizagens escolares, e junto a isso é preciso maior envolvimento de segmentos sociais em favor da educação pública, tendo como pauta: elevar os índices de financiamento público da educação; os sistemas de ensino devem assegurar o aproveitamento escolar para todos os alunos; permanência dos professores em uma só escola; melhorar as condições de trabalho dos professores; assegurar aos professores o domínio dos conteúdos escolares e habilidades cognitivas e da cultura abrangente; defender a formação científica e cultural dos professores; revisão da legislação atual sobre a formação de educadores (LIBÂNEO, 2011, p. 93-94).
      Considero que esses aspectos são importantes, frente à realidade da educação pública em nosso país.

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  2. Há anos vem sendo discutido a temática sobre educação de qualidade. Foram muitos os esforços realizados afim de alcançar tal patamar, porém todos mostraram insucesso nas suas tentativas. No texto, o autor vem justamente pontuar a causa do fracasso das políticas educacionais quanto à implantação de uma escola de qualidade para todos, fazendo o paralelo entre tais políticas e o distanciamento destas com a realidade brasileira.
    Um dos aspectos ligados ao fracasso da qualidade de ensino está relacionado com a falta de definição da escola que se almeja alcançar, com a falta de finalidade e objetivos formativos da mesma. Ora, se estamos falando de educação de qualidade é preciso que se tenham políticas educacionais que orientem a funcionalidade da escola, possibilitando a criação de políticas educativas para o ensino e aprendizagem. Outro fator diz respeito à formação dos professores, onde nota-se que há uma deficiência de saberes disciplinares e de domínio dos conteúdos pelos os mesmos. Isto vem afirmar que, embora as políticas educacionais tenham contribuído para a expansão na formação de professores, em que a educação à distância tem sido um meio utilizado para tal, percebe-se que há apenas um aumento quantitativo, onde a qualidade da formação fica relegada a segundo plano. A falta de investimentos financeiros é outro problema que impede a realização de um trabalho político pedagógico de qualidade, podemos tomar como exemplo a carência de livros didáticos para todos os alunos, dificultando ainda mais o processo de ensino e aprendizagem na sala de aula.
    Em fim, muito se fala de universalização do ensino, onde foram várias as políticas desenvolvidas nesse sentido, contudo é notório o descaso com relação à qualidade desse ensino. Não queremos simplesmente escola para todos. Queremos escola de qualidade para todos!

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    1. Conforme Libâneo não tem ocorrido uma tradição na formulação das políticas educacionais com base na realidade concreta do ensino, sala de aula, escolas, ao contrário a prioridade é dada às políticas, ocorrendo uma superposição das análises externas sobre a análise interna dos problemas da educação.

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  3. Atualmente, é frequente em nosso país, a distância entre as políticas educacionais, legislação educacional, pesquisa acadêmica e o que acontece na realidade das escolas, ou seja, a prática em si. Esse distanciamento acontece porque as políticas educacionais se centram muito mais em reformas externas à escola, do que internas, não visando à efetiva melhoria de dentro das escolas e salas de aula, dessa forma, as políticas estão fracassando, pois não atendem às reais demandas escolares. Por conta desse distanciamento e desse fracasso, as escolas estão falhando por não serem mais o maior objetivo das políticas educacionais, comprometendo, assim, o desenvolvimento escolar dos alunos.

    Sandy Lima Costa

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    1. Mesmo com essas contradições não podemos perder de vista a função social da escola. De acordo com Libâneo "A escola continua sendo uma das instâncias de democratização da sociedade e de promoção de uma educação de qualidade para todos, portanto um lugar privilegiado para ajudar na luta pela igualdade e inclusão social". Mudar a realidade é o maior desafio, o que exige que seja retomado com mais vontade política esse ideal!

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  4. O autor mostra em várias partes do texto que a problemática entre o distanciamento existente das políticas educacionais e do que realmente acontece nas escolas é antiga, a exemplo disso no início da discussão do texto o autor fala que nos anos 70 e 80 havia uma preocupação com a expansão das matrículas no ensino fundamental, considerando apenas o crescente aumento da quantidade, deixando a qualidade de lado. O que se pensava na época era que a expansão quantitativa levasse junto à expansão qualitativa, porém, isto não ocorreu.
    Acredito que essa seja a grande questão, as políticas educacionais têm sido centradas muito mais em reformas externas do que no provimento daquelas condições imprescindíveis à atuação nas escolas e salas de aula (Libâneo, 2011). E ainda preocupadas em atingirem metas, possuindo assim um caráter quantitativo, muito mais em função da diminuição dos custos do ensino do que de uma preparação escolar dos alunos. Sendo assim, o que persiste é há falta de investimentos na estrutura da escola, em materiais didáticos para um melhor ensino-aprendizagem e em melhores salários para os professores. O que acarreta em um fracasso tanto da escola pública como na aprendizagem dos alunos, e mais na desvalorização do magistério.

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    1. Compreender esses aspectos requer uma pesquisa mais aprofundada, visto que quando não estamos inseridos na escola, é complexo analisá-la de fora para dentro. Contudo é importante que durante a nossa formação participemos desse ensaio que é refletir criticamente sobre a educação, bem como repensar qual deve ser a nossa atitude quando nos deparamos com as fragilidades e os distanciamentos que refletem na precaridade da aprendizagem dos nossos alunos.

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  5. No texto lido, podemos ver que existe um tema principal, que é a vontade de conseguir uma educação de qualidade. O que pelo que consta no texto não é um problema atual, pois vem sendo algo que é sempre debatido. O autor tenta mostrar o fracasso das Políticas Sociais com o objetivo de querer uma escola digna e de qualidade para todos sem distinção.
    Mas, o que vimos na realidade é a falta de compromisso, bom senso e conscientização com a educação. Para começar, o autor relata a evasão escolar, que desde sempre é um problema muito grande que tenta ser solucionado, mas que não consegue satisfação. Além de também não buscar engrandecer o currículo do profissional de educação, o Professor. Não são obrigados a participarem de capacitações e na maioria das vezes nenhuma formação superior.
    Entende-se então que para que a educação seja modificada e reconhecida para algo de qualidade, deve-se ter um elo que ligue as Políticas Sociais, Políticas Educacionais e a Legislação Educacional, para que assim possa conseguir o que é almejado a bastante tempo, uma Educação Digna e de qualidade para todos sem distinção.


    Catarina Montenegro de Miranda Moura

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    1. A evasão escolar também é um aspecto preocupante, pois apesar de tudo que tem sido feito para garantir o acesso e permanência do alunos na escola, ainda existem crianças e jovens fora da escola. Esse é um aspecto que requer um olhar mais atento das políticas educacionais, no sentido de que essas pessoas não estejam excluídas do direito á educação de qualidade.

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    2. A evasão escolar também é um problema preocupante, pois apesar das ações que tem sido realizadas para garantir o acesso e permanência dos alunos na escola, ainda existem crianças e jovens fora da escola. Esse aspecto requer medidas mais eficientes das políticas educacionais para que muitos não sejam, por algum motivo excluídos do direito à educação.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. O autor, nos trás reflexões acerca das preocupação presentes na escola pública no âmbito das políticas oficiais, atuação dos professores e campo de atuação. Onde, podemos perceber na leitura do texto, que no decorrer da história da educação, houveram diversos movimentos que se mobilizaram a favor da luta por uma escola pública e de qualidade. No entanto, se analisarmos o período do regime militar, percebe-se uma concepção economista decorrente do período capitalista, onde a escola de qualidade passou a ser somente uma ideologia, favorecendo numa educação precária em diversos aspectos.
    Essa desvalorização da escola pública e profissional docente vem se desencadeando até os dias atuais, pois, muitas vezes acreditamos que a carreira do professor é simples, facilmente seguida pelas pessoas mais desqualificados para seguirem outras carreiras.
    É também notável que o autor do texto ressalta que o funcionamento da escola não depende somente de uma visão global dos fatos porque muitas vezes nos distanciamos da realidade da escola. Por isso, é necessário observamos a educação de fora para dentro, nos aproximando de tais problemáticas.
    Portanto, não adianta de nada acreditarmos numa melhoria educacional, se não houverem efetivações das políticas educacionais públicas, ou caso contrário, continuaremos retrocedendo de forma inacabável, desmerecendo cada vez mais o ensino público.

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  8. Por muitos anos, as pessoas vêm lutando por uma educação pública de qualidade no Brasil. Porém a realidade é outra. Nossas escolas públicas não são bem o que chamamos de adequadas. No texto lido, o autor nos leva a ver que muitas das políticas educacionais não são cumpridas, as escolas estão cada vez mais mazeladas tanto na questão de infraestrutura como na qualidade do ensino e muitas delas não são acessíveis a todos os alunos. Os professores geralmente não têm uma formação adequada e muitos deles estão alheios ao que “ensinam” aos alunos. O autor enfatiza então que não adianta expandir a rede pública de ensino se a mesma não tiver qualidade.
    Nadsa Rayane

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  9. Por vários anos muitos movimentos se levantam para lutar pela a escola pública brasileira para todos. Grupos contrários a estes movimentos, tais como o Regime Militar, impediram que este sonho se concretizasse;
    Hoje em dia percebemos que existem diversas políticas educacionais em nossa sociedade, porém estas políticas vem se diversificando assim como a qualidade do ensino.
    A realidade que vivenciamos nas escolas públicas são bem preocupantes. Muitos alunos só vão assistir as aulas para manterem os benefícios que o governo lhe dão. Outros vão para que no futuro possa ter um sua vaga no mercado de trabalho. Não são incentivados a se pensarem como sujeitos ativos da sociedade ou ainda serem sujeitos críticos e pensantes.
    Para que a educação venha ser propagada para todos, o governo criou diversas legislações para que a educação tenha uma boa qualidade. Ou seja, foram implementadas ciclos de escolarização, a escola de tempo integral, o afrouxamento da aprendizagem, dentre outras mais. Porém por outro lado foi-se perdendo o real sentido pedagógico para com a escola, pois os aspectos básicos para a aprendizagem foram sendo transformados em um dever de mostrar resultados para a própria sociedade.
    Pode-se concluir que as políticas educacionais, legislação educacional e a realidade do que acontece na escola são aspectos distintos entre si, pois ambos tem caminhos diferentes, ambos procuram priorizar seus interesses, restando consequências ruins para aquele aspecto que é menos valorizado.

    Thaynara Dias

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  10. Desde os tempos antigos, a educação de qualidade no Brasil não foi vista como algo essencial na vida dos habitantes do país, de classe menos favorecida, e por isso a educação era dada de forma precária, na maioria das vezes, acarretando antíteses entre qualidade e quantidade, público e o privado. O distanciamento entre as políticas educacionais, a legislação educacional e a realidade escolar ocorre porque, as políticas educacionais não atendem as demandas da realidade escolar, das necessidades dos professores e das condições de aprendizagem dos alunos juntamente com a legislação do ensino que defende leis que na maioria das vezes, não atende aos aspectos pedagógicos da educação, refletindo na realidade escolar, onde a desistência dos alunos, a falta de incentivos verbais e a má preparação dos professores acarreta em um ensino de má qualidade, contudo isto deveria ser visto de outra forma, pois na perspectiva de Libanêo (2011) “a escola é a esperança da formação cultural, da formação cientifica, do progresso social, da conquista da dignidade humana, da emancipação humana.”

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  11. A educação no Brasil historicamente falando sempre desfavoreceu as classes mais baixas.Agora temos uma educação mais abrangente, porém que nossa legislação não dá conta da demanda educacional, então temos uma educação em quantidade e não de qualidade. Esta educação visa que o professor apresente resultados, muitas vezes ignorando o saber do educando, os valores humanos e até o próprio processo de aprendizagem.

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  12. Conforme já discutimos, o autor Libâneo aborda esse aspecto referente à necessidade uma revisão na legislação atual sobre a formação de educadores, inclusive sobre a formação de pedagogos e docentes da educação infantil e ensino fundamental. A qualidade da educação inclui repensar a formação inicial e continuada de professores e o seu preparo para desenvolver um bom trabalho nas escolas ou em outros espaços onde ele realiza a sua atividade profissional.

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  13. Entende-se que a reflexão proposta por Libâneo, é fortemente perceptível na atualidade, analisando a compreensão de desenvolvimento educacional que as políticas educacionais tentam acorrer às escolas públicas. A grande questão apresentada no texto é: Que além das políticas de expansão e universalização das escolas públicas, da concepção economicista, onde por esta, há uma redução das necessidades básicas educacionais, para as necessidades mínimas, há uma percepção de que ainda hoje, a educação é enfatizada principalmente por uma visão pautada em aspectos políticos, sociológicos, econômicos e vem sendo ignorada a análise pedagógica, como compreensão dos problemas relacionados às salas de aulas, práxis docentes, aprendizagem dos educandos, ou seja: a especificidade que acontecem dentro do processo de ensino e aprendizagem. Então, pode-se observar que o distanciamento entre as políticas educacionais, a realidade escolar e a legislação educacional, é que muitas vezes, os projetos desenvolvidos pelas políticas educacionais, LDB, não são elaborados por uma visão pedagógica, que consiste no ponto de partida micro, do chão da escola, no qual, os programas educacionais desenvolvidos não são realizados de acordo com os principais problemas e necessidades das instituições de ensino. Portanto, como consequência disso, vemos nos dias atuais, que a pedagogia de resultados é o reflexo muito forte da inadequada articulação entre a visão pedagógica com as demais visões citadas anteriormente, no que tange a programas objetivados em uma aprendizagem em metas a serem cumpridas onde muitas vezes, a qualidade de ensino é esquecida. Precisa-se entender que é necessário à valorização de professores, bem como suas formações, no melhor ambiente de trabalho e salário, como na qualidade de ensino dos educandos, analisando-os de forma integral.

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  14. De acordo com Libâneo "A escola continua sendo uma das instâncias de democratização da sociedade. O autor tenta mostrar o fracasso das Políticas Sociais com o objetivo de querer uma escola digna e de qualidade para todos sem distinção. Essa desvalorização da escola pública e profissional docente vem se desencadeando até os dias atuais, os professores geralmente não têm uma formação adequada e muitos deles estão alheios ao que “ensinam” aos alunos. Portanto, não adianta de nada acreditarmos numa melhoria educacional, se não houverem efetivações das políticas educacionais públicas.

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