quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Estudo do texto Conhecimento escolar: epistemologia e política



Olá Turma!
Conforme combinamos a atividade desta semana consiste no estudo do texto: Conhecimento Escolar: epistemologia e política – autor: Mario Sergio Cortella. Neste estudo pensamos nas questões a seguir. Escolha uma delas para comentar.

1 - Cortella (2003) chama a atenção acerca da nossa compreensão política sobre a finalidade do trabalho pedagógico. Então discute as seguintes concepções da relação entre Escola e Sociedade: otimismo ingênuo, pessimismo ingênuo e otimismo crítico. Comente sobre uma dessas concepções, trazendo uma reflexão sobre a escola em nossos dias.

2 - Como você entende o papel do educador na visão do Otimismo crítico? Nessa perspectiva que tipo de relação se estabelece entre a escola e a sociedade?

3 - Comente a reflexão: “Nosso tempo, o dos educadores, é este hoje em que já se encontra, em gestação, o amanhã. Não um qualquer, mas um amanhã intencional, planejado, provocado agora. Um amanhã sobre o qual não possuímos certezas, mas que sabemos possibilidade.”

⃰ Todas as questões sugeridas devem ser contempladas pela Turma.

Um abraço!
Solange Castro.

21 comentários:

  1. Eu achei o livro em pdf : http://www.profdomingos.com.br/escola_e_conhecimento.pdf
    Alguem pode me dizer se é da pág 116 até 137 e se esse é o texto certo ?

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    1. Oi Taíza!

      Titulo do livro: A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. Autor: Mário Sérgio Cortella.
      Texto em estudo: Conhecimento escolar: epistemologia e política (p.129-159).

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. 2 - O educador na visão do otimismo crítico tem um papel político/pedagógico, ou seja o objetivo é fazer com que os alunos sejam educados para além da sala de aula, desenvolvendo a autonomia, o respeito para com outro e principalmente a capacidade de refletir, questionar e modificar a realidade em que ele está inserido. Nesse sentido, a escola é interpretada como local de formação de cidadãos que atuarão individual ou coletivamente na sociedade.

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  4. 1 - O otimismo ingênuo, nesta concepção a educação é vista como a solução para alavancar o desenvolvimento e o progresso, sendo assim o educador tem uma forte responsabilidade. Segundo o autor Cortella, o educador chega a ser comparado com um sacerdote, ou seja, o educador deve ter um chamado, uma vocação, uma função social de acabar com os problemas do subdesenvolvimento. Esta concepção por um lado valoriza a escola atribuindo a ela um valor social relevante, mas por outro lado esta concepção se torna ingênua porque não é só tarefa da educação eliminar os problemas da sociedade. Atualmente, ainda existe essa concepção de que a educação é a cura para os diversos problemas que hoje a sociedade enfrenta, acredito que a educação pode colaborar bastante no processo de desenvolvimento, mas é quase impossível ela sozinha eliminar todos os problemas sociais.

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  5. 2 - O Otimismo crítico é aquele em que procura superar o otimismo e o pessimismo ingênuo, com o fim de valorizar a Escola para que não caia na neutralidade nem se torne inútil para a transformação social. Dessa forma, o papel do educador é um papel político e pedagógico, ou seja, não é neutro e nem totalmente determinado pelo Sistema. Ele possui uma autonomia relativa, capaz de efetivar mudanças em seus educandos, assumindo uma dupla função, pois a Educação tem, ao mesmo tempo, uma finalidade conservadora e uma inovadora. E sob a perspectiva dessa concepção, Escola e Sociedade andam sempre juntas, uma tentando enfrentar os problemas da outra, colaborando e construindo parcerias.


    Sandy Lima Costa

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  6. 2- O otimismo crítico é uma concepção que coloca a educação não como a chave para todos os problemas sociais, mas que considera a sua relevância para a transformação da sociedade. Essa concepção assume a ideia de que escola pode servi para a reprodução de uma sociedade desigual, mas ao mesmo tempo afirma que ela pode ser um instrumento que possibilita criar mudanças no interior da sociedade, rompendo assim, com tal desigualdade. O educador dentro desta perspectiva tem um papel político-pedagógico, e é convidado a criar e recriar práticas educativas que levem em consideração o contexto sociocultural que a escola está inserida, afim de evitar práticas discriminatórias, provocando desse modo , mudanças significativas no interior da sociedade. Assim, a escola e a sociedade estão diretamente ligadas. O que indica que não se pode trabalhar com essas áreas de forma separadas, pois ambas dependem uma da outra para que de fato possa ser realizado um trabalho eficaz e que venha contribuir para a transformação social tão almejada.
    Rafaela de Sousa Carneiro

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  7. No otimismo crítico, o professor tem um papel relevante e ativo, dentro da escola, e até mesmo fora, na educação de seus alunos. Tendo um papel político/pedagógico, podendo ajudar a educação entre convívio e saber, e inserir os alunos dentro da sociedade. Pois a escola e a sociedade andam juntos para a formação de cidadãos.

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  8. A concepção ingênua, a concepção pessimismo ingênuo e a otimismo crítico.

    A concepção otimista valoriza a escola, porém se torna ingênua por ter uma autonomia para dissolver a pobreza, sendo que a miséria não se formou/originou por causa da escola.
    O pessimismo ingênuo que a escola é subordinada das elites, reproduzindo assim a desigualdade social. Tirando a capacidade da escola de conquistar a justiça social.
    Portanto, no otimismo crítico, o professor tem o papel político/pedagógico, ou seja, nem era neutro e nem limitado. Assim, não era como a primeira concepção sendo a escola totalmente independente, e nem como a segunda concepção, a escola sendo totalmente dominada.

    Gabriela Lopes dos Santos

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  9. Os educadores são os mediadores do conhecimento que transformam as ideias de hoje em possibilidades do amanhã, de acordo com a cultura, o conhecimento e meio em que vive vai mostrando ao aluno uma possibilidade de aprender. Pois o conhecimento não fica restrito apenas a sala de aula, pode-se aprender muito no dia a dia usando a experiência de cada um, pois o conhecimento compartilhado ajuda a formar alunos de princípios.
    Planejar o futuro não é apenas com sonhos e sim com ideias concretas, através da dedicação ao conhecimento e ao aprender, ferramentas dadas por nossos educadores a quem devemos respeito para no futuro coloca-las em práticas e aprimorara-las




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  10. 2-O educador na visão do Otimismo Crítico tem uma função de realizar mudanças enquanto as idéias que são reproduzidas pela burguesia (poder), e ao mesmo tempo possui um papel político/pedagógico onde iria desenvolver uma autonomia relativa para realizar mudanças em seus alunos, pois aqui a educação tem uma função conservadora e inovadora e os educadores deveriam construir espaços efetivos de inovação na pratica educativa, e ele superaria as idéias das concepções do Otimismo Ingênuo e do Pessimismo Ingênuo, onde os educadores eram vistos como um agente do bem comum e da ideologia dominante. A relação que se estabelece entre escola e sociedade, é que ambas não podem ser analisadas de forma separada, pois enquanto a escola prepara os indivíduos a viverem em sociedade, esta sociedade analisa a forma que a escola trabalhou a educação destes indivíduos.
    Maria Joicy Carvalho de Oliveira

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  11. Olá,

    Questão 3:
    O trecho acima descrito refere-se ao importante papel do educador na formação de seus alunos. Não apenas transferir conhecimento para a turma, mas aquele (a) que está à frente da sala possui a responsabilidade de educar seus alunos e torná-los cidadãos críticos perante a sociedade em que vivem. Apesar de difícil, é necessário que o professor tenha interesse de incentivar o conhecimento daqueles que ali se encontram, para que futuramente “bons frutos possam ser colhidos.” Se o docente em questão estagnou-se na mesmice, na evasão escolar, no modelo de escola bancária, nas escolas sucateadas, logo, os discentes serão um reflexo desta realidade e posteriormente (muito provavelmente) se tornarão pessoas massacradas pela elite e vítimas do sistema.
    Acredito, portanto que a melhor forma de podermos caminhar para esta nova realidade seja através da junção: escola-pais-comunidade, pois esse tripé seria responsável por repaginar o contexto escola atual, pois possibilitaria uma troca de ideias, experiências entre ambas as partes, provocando o interesse dos alunos, isso possibilitaria tanto uma nova realidade escolar quanto uma melhor formação para essas crianças.

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  12. 3- Essa reflexão remete ao pensamento sobre como o professor precisa agir no presente e no futuro. No primeiro, o autor afirma que o educador pode trazer soluções rápidas para um determinado problema na educação(seja com os professores, alunos, pais, etc.) e também fala ao professor pensar sobre o futuro. Sendo assim, algumas ações precisam ser pensadas e posteriormente idealizadas, mesmo tendo dificuldades.

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  13. Boa noite colegas, irei responder a terceira questão, no que se refere a afirmação reflexiva do autor, sobre a ações dos educadores, precisamente no tempo presente.
    Partindo dessa compreensão, entende-se que é de suma importância, ter uma percepção crítica e fazer análises sobre os desafios encontrados na Educação Básica, bem como, atentar-nos para as diferentes realidades sociais dos educandos. Compreender e trabalhar com eficácia os aspectos políticos, pedagógicos que perpassam a Instituição educacional. Quando o texto enfatiza as ações a serem desenvolvidas pelos professores na Escola, significa que é necessário desprender-se de métodos arcaicos e estarmos prontos para percorrer novos caminhos que desenvolvam a aprendizagem dos alunos por meio de inovações de planejamentos, que estejam de acordo com as necessidades reais dos estudantes. O fato é que somos sujeitos que estamos em constantes transformações, e nós como educadores, temos que ir ao encontro da mudança que favoreça o desenvolvimento educacional.

    Jéssica Oliveira

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  14. TERCEIRA QUESTÃO.
    O pessimismo ingênuo caracteriza a escola como subordinada a sociedade. Nesta concepção, o educador tem o papel de adequar as pessoas ao modelo social.
    Trazendo para os dias atuais, percebemos uma maior aceitação as características de uma sociedade desigual e discriminatória. Nota-se na maioria das escolas, um grande individualismo minando progressivamente as possibilidades dos mais desfavorecidos social e economicamente, estimulando a competitividade, algo que está presente com muita ênfase principalmente nas grandes escolas, onde o professor está subordinado a classe social dominante, ficando com a missão de adequar as pessoas aos modelos institucionais colocados.

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  15. As contribuições do autor Mario Cortella (1998) são pertinentes para que possamos compreender as concepções que de alguma maneira refletem na escola e, por conseguinte na formação dos educandos. Nesse contexto os professores desempenham papel fundamental de educar cidadãos críticos e capazes te transformar a realidade em que estão inseridos. Ensinar os alunos a refletir, incentivá-los para que desenvolvam a autonomia e construam conhecimentos sobre sí e sobre a realidade é um desafio, como também inovar a prática requer dos professores considerar a realidade dos alunos, assim conforme diz Cortella (1998, p. 141) “A atenção aguda à realidade social circunstante dos alunos é elemento basilar para a construção coletiva de uma escolarização que conduza à autonomia e à cidadania livre”

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  16. 2- O otimismo crítico é uma concepção que vem com uma proposta de a Escola influenciar e ser influenciada pela sociedade, diferentemente do otimismo ingênuo que aquela é independente da sociedade, bem como o pessimismo ingênuo que a Escola é totalmente dominada pela sociedade. No otimismo crítico a Escola tem um papel transformador, funciona como instrumento de mudança; o educador desempenha um papel político-pedagógico, e não sendo uma atividade neutra se tem assim uma autonomia relativa que se representa com a inserção da Escola no interior da sociedade.
    Thayanara Alves Ribeiro

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  17. uestão 3


    Na busca de construir um “amanhã” esperado, entendemos que o professor tem papel super importante no desenvolvimento dos seus alunos, com o objetivo de não apenas repassar o conhecimento que lhe foi dado, mas com o intuito de ensinar os seus alunos a serem cidadãos críticos.
    Entendemos que é difícil educar um aluno, uma turma, uma escola, uma sociedade, mas o Professor, tem que ter fé e, como diz no texto, paixão pelo que faz, deve ter um objetivo final, que na Educação é ensinar, repassar os conhecimentos adquiridos aos seus alunos.
    A meu ver, para que a educação esperada seja real, deve haver uma junção da escola e sociedade e para que haja mudanças, devemos encontrar subsídios para desenvolvimento educacional e uma convivência igualitária, sem preconceitos ou divergências.

    Catarina Montenegro de Miranda Moura

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  18. Anônimo disse...
    Otimismo ingênuo, a escola atua com uma missão salvadora, onde o educador possui uma tarefa religiosa e por isso seria portador de uma vocação. Na relação com a sociedade, compreende - se que a educação seria a chave principal para o progresso. Sendo ela otimista pois valoriza a escola, mas é ingênua, pois atribui a escola autonomia absoluta na inserção social.
    Rayanna Gonçalves

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  19. No otimismo crítico, o professor possui um papel político/pedagógico o qual possibilita a seus alunos o desenvolvimento de uma autonomia relativa, tendo portanto, a capacidade de transformar a sociedade. Não há uma dicotomia entre a sociedade e a escola, pois os educadores devem primeiro compreender o contexto da realidade sociocultural dos alunos, para então adaptar suas práticas educativas a fim de efetivar a criticidade dos alunos e efetivar mudanças.
    Atualmente, este modelo educacional, ao meu ver, é muito importante, porém pouco trabalhado, haja visto que para a sociedade em que vivemos, quanto menos se cria cidadãos críticos, melhor para se manter a classe dominante no poder.
    Marcella Ingrid Alves de Carvalho
    PS. Tinha escrito a tarde, mas não postou ;/

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  20. 1 - Otimismo Critico: não é totalmente independente nem dominada inteiramente. Aqui a educação tem uma função conservadora e inovadora concomitantemente, onde educadores deveriam/devem construir espaços efetivos de inovação na pratica educativa. Fazendo-me caracterizar a escola em que sou bolsista nesta concepção; pois oferecem aparatos para que a comunidade se aproxime e participe da vida escolar dos educandos, como: atividades sociais, reuniões bimestrais e ate manifestações, sendo então uma via de mão dupla quanto à inserção da Escola no interior da Sociedade.
    O texto de Cortella, quanto ao Otimismo Critico, fala de uma escola como uma via de mão dupla, onde a sociedade influencia na escola e a escola na sociedade, mostrando então a relatividade em que o educador está mergulhado, o que me faz acreditar piamente, que um espaço de inovação na prática educativa, que Cortella cita, tenha sido realizado nessa escola (e acredito que deva continuar a ser), onde no mês de Maio do ano passado foi realizada a semana da família, substituindo o mês das mães, trabalhando os valores ao próximo como a nova realidade familiar que nós temos hoje, a fim de minguar esse conceito de que família é apenas composta de pai, mãe e filhos, logo que muitos dos alunos da Escola moram com avós, tios e não com os pais biológicos.

    Francisco Joel Nascimento de Moura

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